regenerastes:
eu te conto sobre meu trauma de alergia. eu te conto sobre como eu adorei segurar um órgão na aula de anatomia. eu te conto sobre a vez que vi um fantasma. eu te conto sobre como eu estou perdida. eu te conto sobre como nunca amei ninguém. eu te conto sobre todos os animais que eu quero ter quando crescer. eu te conto sobre todos os meus medos patéticos, desde barata até a morte. eu te conto sobre como eu odiava ir no cursinho. eu te conto sobre minhas crises de ansiedade. eu abro minha alma, meu coração e meu corpo. eu te deixo entrar. assim, irracionalmente. você entra e eu gosto da sensação que é te ter aqui dentro. eu me acostumo a fazer parte da sua vida. eu me acostumo a poder contar com você. de repente. como um furacão, uma tsunami, um tornado ou um big bang. tudo se destrói. tudo se explode. você se torna um fantasma daquilo que eu mais gostava no mundo todinho. você se tornou um fantasma daquilo que eu projetei de você. você assim, de um hora pra outra, se vai. sem explicação. sem despedida. sem nada. só se vai. você por um segundo se esquece que eu me importo. você se esquece o quanto tudo isso me rasga e se vai. eu tenho que agir como se não doesse. como se as estrelas não tivessem perdido o brilho. como se o sol não tivesse perdido a luz. como se a lua não chorasse. você se vai e por um instante se esquece que eu estava aqui. você espera que eu aceite que você quis morrer pra mim. você espera que ao ouvir seu nome eu não chore. você espera que eu simplesmente desapareça. sinto muito, meu bem. mas eu infelizmente não aprendi com você como virar fumaça. como virar um nada cheio de tudo. como desaparecer.
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